11/09/17

Miracleman: A Idade de Ouro | Gaiman, Buckingham | G. Floy


Miracleman: A Idade de Ouro 
Argumento: Neil Gaiman
Desenhos: Mark Buckingham
192 pág., cor, capa dura,
26 x 17 cm, €15,99
ISBN 978-84- 16510-42- 9
G. Floy Studios, Agosto 2017 

Nota de Imprensa:

“A descrição intemporal que Gaiman e Buckingham fazem de um mundo governado por seres super-humanos continua tão interessante, desafiadora e de leitura necessária, como há duas décadas.” - James Witbrook, io9

Depois da destruição de Londres, e da derrota do seu adversário Kid Miracleman, Miracleman implementou mudanças tremendas à escala global. Das cinzas de Londres ergueu-se a sua imensa pirâmide, o Olimpo, e um mundo novo. Um mundo livre de guerra, de fome, de pobreza. Um mundo de maravilhas incontáveis. Um mundo em que peregrinos escalam o pico do Olimpo para implorar favores ao seu deus vivo, enquanto, muito lá em baixo, os mortos regressam em fantásticos corpos andróides. Hoje estamos numa Idade de Ouro. E estas são as histórias dos seus habitantes... mas estará a humanidade pronta para a Utopia? Qual o lugar da humanidade num mundo de deuses? 

Neil Gaiman (Sandman, 1602, American Gods) e Mark Buckingham (Fables) exploram as vidas de idealistas solitários, estudantes rebeldes e famílias fracturadas, em busca das constantes humanas num mundo de deuses e milagres sempre em mudança.


Miracleman (originalmente Marvelman) foi um dos comics mais influentes dos anos 80. Desconstrução ambiciosa dos super-heróis, o género dominante na altura no mercado americano, teve um impacto tremendo sobre leitores e criadores, juntando-se a uma mão-cheia de outros títulos que mudaram a face da BD americana. Juntamente com Watchmen, fez parte de duas obras que Alan Moore escreveu praticamente como “teses” auto-contidas sobre os super-heróis. Mas onde Watchmen desembocava num apocalipse, um dos finais inevitáveis da história de super-heróis (que impedia que se contassem mais histórias), Miracleman, de modo mais subtil, levava a outro final igualmente inescapável: uma Utopia dominada por super heróis. E que histórias se podem contar numa utopia? Num mundo sem conflito, crime, sem escassez, sem as próprias neuroses a eles ligados?

Alan Moore tinha-se decidido a não contar mais histórias nesse universo, mas depois do sucesso crítico e comercial da obra, depois da insistência da editora em continuar a série, Neil Gaiman, na altura um jovem argumentista britânico em ascensão, propôs-se continuar Miracleman. E Moore autorizou-o a isso, cedendo-lhe os direitos da série, Gaiman delineou então três arcos narrativos de seis comics cada. A Idade de Ouro contaria histórias passadas nessa Utopia, enquanto A Idade de Prata mostraria o regresso de Young Miracleman e as primeiras rachas naquele mundo perfeito. E A Idade das Trevas...


A Idade de Ouro era sem dúvida o mais difícil dos três arcos narrativos, por se passar num mundo teoricamente sem conflitos. Mas Gaiman resolveu com grande elegância o desafio, secundado pelo trabalho maravilhoso de um Mark Buckingham que não era na altura tão conhecido como hoje, e que conseguiu adoptar registos diferentes para cada uma das histórias incluídas neste volume. Basta citar o estilo pop art que usou na história dos clones de Andy Warhol, usando as técnicas de repetição em massa, ou o estilo misterioso e negro da História de Espiões, ou o estilo meio cartunesco de Modas.

Esta edição inclui todos os extras da edição americana.




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