A Vida de Che

por Oesterheld e Alberto e Enrique Breccia

A Vida de Che

por Oesterheld e Alberto e Enrique Breccia

A Vida de Che

por Oesterheld e Alberto e Enrique Breccia

A Vida de Che

por Oesterheld e Alberto e Enrique Breccia

02/11/17

Feira Des.Gráfica | São Paulo | 4/5 nov. 2017

No Museu da Imagem e do Som de São Paulo, Brasil irá decorrer nos dias 4 e 5 de Novembro a Feira Des.Gráfica. Com curadoria de Rafael Coutinho e em parceria com a Antílope e a UgraPress, esta iniciativa pretende divulgar a bd mais autoral, vanguardista e vocacionada para a experimentação gráfico-visual que se produz no Brasil.

Da programação, entre a realização de oficinas e venda de publicações de diversos autores e editoras, destaco o colóquio do Pedro Moura, no dia 5 pelas 18h, apresentado assim pela organização: Um dos principais estudiosos de autorais de sua geração na Europa, Pedro Moura apresentará um panorama sobre o quadrinho de autor em diferentes países na cena contemporânea, bem como os desdobramentos deste em seu trabalho como pesquisador, roteirista e curador. Pedro também fará uma análise do novo momento do quadrinho português, de onde se alimenta e para onde aponta, em uma recente retomada econômica e cultural do país.

No balbúrdia.net, foi publicada uma entrevista com a Dominique Goblet, que também irá participar num colóquio, mas no dia 4, e outra com o Pedro Moura, conduzida pelo Lielson Zeni (com a colaboração de Aline Zouvi, Maria Clara Carneiro e Pedro Franz), que será o moderador no dia 5. Recomenda-se em absoluto a leitura desta breve entrevista onde Pedro Moura, entre outros assuntos, esclarece e aprofunda os motivos pelos quais criou e mantêm o Ler BD, e, cruzando com seu percurso de investigação permanente, faz uma análise ao historial e ao estado actual da crítica nacional.

31/10/17

Novidades da Polvo

Novidades da Polvo, a editora do Rui Brito, a serem lançadas no 28º Amadora BD, festival que decorre até 12 de Novembro: O Rio Salgado de Jan Bauer, Nem todos os cactos têm picos da Mosi e Fim do Mundo de André Ducci.

No núcleo central do Festival, no Fórum Luís de Camões, encontra-se patente uma exposição dedicada a O Rio Salgado, o primeiro romance gráfico do alemão Jan Bauer, autor que estará presente no festival a 4 e 5 de Novembro. No domingo, dia 5, pelas 15h, está prevista uma visita guiada pelo autor à sua exposição, com apresentação simultânea do livro, ao que se seguirá, entre as 16 e as 19h, uma sessão de autógrafos, na zona comercial do evento.

No auditório está prevista a apresentação de Nem todos os cactos têm picos, da Mosi, a 11 de Novembro, pelas 15h, com a presença da autora e do editor. Mosi estará disponível para autógrafos nos dias 4 e 11 de Novembro, das 16 às 18h, na zona comercial do evento.


O Rio Salgado
Jan Bauer
240 págs., preto e branco, capa a 4 cores, com badanas
ISBN: 978-989-8513-77-9
€15,79 euros

Na sequência de um drama pessoal, Jan Bauer parte em direcção ao interior australiano para um périplo solitário nas vastas extensões desérticas atravessadas pelos famosos “Larapinta trail” e Rio salgado. Quatrocentos e cinquenta quilómetros a pé, através do coração escaldante da Austrália.
Etapa a etapa, envolvido por uma selvagem e magnífica paisagem, vai-se paulatinamente libertando do balastro emocional que transporta. Tudo muda quando se cruza na rota de Morgana, uma caminheira francesa.
De uma forma lenta, mas inexorável, os dois viajantes do deserto vão aproximar-se...
O Rio Salgado é o primeiro romance gráfico de Jan Bauer. Conta uma história de amor terno e inesperado, magnificamente enquadrada por espectaculares paisagens, que transporta o leitor ao fim do mundo, sob o trópico de Capricórnio.

Jan Bauer nasceu em Preetz, no norte da Alemanha, em 1976. Cursou Ilustração na Universidade de Ciências Aplicadas de Hamburgo e Animação no Queensland College of Art, em Brisbane. Durante os seus estudos especializou-se como pintor de paisagens, voltando-se depois para o cinema de animação. A partir de 2002 começa a trabalhar como ilustrador freelancer, designer, argumentista e realizador e aparece ligado à produção de numerosos filmes publicitários em animação, curtas e longas-metragens, e séries. Foi também professor. Bauer apresenta-se como um fã de desportos de exterior, sempre pronto a afrontar os desafios da natureza. A sua paixão por viagens é tratada em O Rio Salgado. Vive em Hamburgo. 



Fim do Mundo
André Ducci
80 págs., preto e branco, capa brochada a 4 cores, com badanas, 23 x 16,5 cm
18º título da Colecção Romance Gráfico Brasileiro
ISBN: 978-989-8513-63-2
€ 8,90

Fim do mundo surgiu do interesse do autor pelo tema da exploração polar, no começo do século XX. Sem fazer uso de palavras, apenas com desenhos a preto e branco, Ducci narra a história de um homem que tem de enfrentar todas as adversidades que lhe são colocadas no caminho. Um homem solitário lutando pela sobrevivência, contra o vento, a neve e o mar, e que, nesta sua jornada, se depara com o impacto que a Humanidade foi tendo na natureza. E vice-versa.

André Ducci (Curitiba, 1977) é formado em Gravura, sendo conhecido pelo projecto “Anatomista”, que relaciona anatomia científica com artes gráficas. Trabalhou, no domínio da ilustração, para a marca de skate “Drop Dead”. Fez parte do projecto “Candyland” e teve trabalhos publicados em várias revistas: “Simples”, “Velotrol”, “Entropia”, “Boca”, “Aargh!!!” (República Checa) e “Stripburger” (Eslovénia). Publicou BDs em colectâneas como “MSP+50”, “Fierro Brasil”, “Cidade Sorriso dos Mortos”, “Entre 4 Linhas” e “Vigor Mortis 2”. Ilustrou o livro “Guia de Ruas sem Saída”, de Joca Reiners Terron.






Nem todos os cactos têm picos
Mosi
24 págs., preto e branco, capa cartonada a 4 cores
ISBN: 978-989-8513-75-5
€6,99 euros

Desde que se conheceram na primária, Rita e Luísa cresceram e brincaram muito juntas, e por isso gostam essencialmente das mesmas coisas. São colegas de turma, partilham tudo, falam de qualquer assunto. Não sabem se serão melhores amigas para sempre mas esta é uma história sobre amizade autêntica. A delas.

Mosi nasceu em Lisboa, em 1994. É licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e vive na Ericeira desde os seus 13 anos, onde fundou a associação cultural EriceiraBD.



12/10/17

$hunga | Bar Irreal | 12 Out | 21h30


Aaron Kaneshiro, vulgo Aaron $hunga, autor do ruminante Aspiração Horrífica / Vacuum Horror (MMMNNNRRRG, 2011), estará no Bar Irreal (Lisboa), no dia 12 de Outubro, pelas 21h30, para apresentar o seu novo livro DMV: Jidousha Bumon, e apadrinhar o novo ciclo de programação do PEQUENO é bom!, um evento de encontros entre editores independentes organizado pela Chili Com Carne e que decorreu semanalmente entre Abril e Novembro de 2010 na Casa da Achada / Centro Mário Dionísio.

DMV: Jidousha Bumon
1980: After the Third world war, Mega Los Angeles begins exiling Americans to the DMV: Department of Motor Vehicles. This is a war zone encompassing the southern half of the country.  It is ruled over by four vicious warlords.  Meanwhile, Fidge Conn, a Chinese corporation, is planning a military coup.





Haverá uma conversa com este autor norte-americano e Marcos Farrajota e, como forma de financiamento para trazer cá autores de BD independentes, será colocado à venda DYS uma compilação de tiragem limitada com todas as BDs de $hunga publicadas no fanzine Lodaçal Comix, numa co-edição entre a MMMNNNRRRG e a Ruru Comix. Em 2018 logo se vê…

Kaneshiro, nascido em 1983, em Honolulu, Havaí, licenciou-se em desenho e pintura pela Univerdade do Havaí. Trabalha e vive em São Francisco, como Chef privado.

Auto-publicou Vacuum Horror (2006) e Endless Night (2010). Fez cartazes para bandas locais e a capa do álbum dos VEXX. Foi publicado em várias revistas como Beautiful Decay, Lodaçal Comix (Portugal), Happiness e Salt Hill. Aspiração Horrífica foi publicado em formato livro em Portugal pela MMMNNNRRRG e na Finlândia pela Huuda Huuda, ambas edições em 2011.


Vacuum Horror/Aspiração Horrífica (MMMNNNRRRG, 2011)
Vacuum Horror/Kosminen Puhdistus (Huuda Huuda, 2011)
Endless Night (2010)

10/10/17

Santa Camarão de Xavier Almeida, para breve...


Xavier Almeida faz da falta de meios, o seu processo de trabalho. Porno, comida, spray, tinta, Residência em casa dos meus pais, entre a bd e a arte conceptual – “Porco Sanchez – Em fuga da f#”$ censurada” , o dadaísta do bar [in] da esquina. Faz livros, musica, performances, organiza eventos, faz os cartazes e arruma as cadeiras no fim.

Para a Colecção CCC o autor está a preparar uma bd sobre o José Soares Santa (1902-1968), o pugilista peso-pesado português, conhecido como Santa Camarão, que alcançou fama mundial nas décadas de 20 e 30. Segundo Renaldo José Santa, o seu único filho, Santa CamarãoEra um bocadinho triste e um bocadinho sozinho. Era um homem grande de bom coração”. Acabou os seus dias em Ovar, cidade onde nasceu. Em 2010, a título póstumo, a sua carreira foi homenageada pela Confederação do Desporto de Portugal como uma das 100 grandes carreiras portuguesas, durante as comemorações do centenário da República. O Governo Português atribuiu-lhe ainda a Medalha de Bons Serviços Desportivos, também a título póstumo, pois claro.

O livro de Xavier Almeida sai em Novembro…

 
José Soares Santa, o Santa Camarão

07/10/17

"A Vida de Che" por Oesterheld e Alberto e Enrique Breccia


Vida del Che é a biografia de Ernesto Guevara, o Che Guevara, um dos ideólogos e comandantes da Revolução Cubana.

Escrita por Héctor Germán Oesterheld e superiormente desenhada por Alberto Breccia e seu filho Enrique Breccia, foi publicada em Janeiro 1968 (capa original reproduzida aqui ao lado) pela Ediko S.C. cujo editor Carlos Pérez trabalhava para a editora de Joorge Álvarez, e isto em pleno Onganiato e apenas três meses depois do assassinato de Che na Bolívia. Posters nas ruas de Buenos Aires anunciaram a publicação e a edição foi um sucesso de vendas. O jornal diário La Nación publica então um editorial advertindo sobre o perigo da existência de uma banda desenhada sobre um personagem revolucionário como o Che. Pouco tempo depois a ditadura militar argentina apreende os exemplares restantes e destrói os originais. Oesterheld, desde então visado pela ditadura, é preso em 1977 e, juntamente com as suas quatro filhas (duas grávidas), e os seus genros, é torturado e assassinado, provavelmente, em 1978 pelo regime militar argentino (recuso-me a usar aqui o termo “desaparecido”).

Além da excelente arte dos Breccia e do lirismo urgente na escrita de Oesterheld, este muito, muito resumido relato serve para realçar a importância histórica desta edição que agora a Levoir irá publicar com o jornal Público, no próximo dia 8 de Outubro, data em que se assinala os 50 anos sobre a morte de Che.

Fundamental em qualquer biblioteca, considero já que esta imperdível edição poderá ser a melhor do ano editorial português.









17/09/17

Strapazin nº 128, Bye Bye Fear, Hello Peer | Set. 2017


A Strapazin é uma das mais antigas revistas de bd europeias em publicação. Foi fundada em Munique em 1984 e desde então tem publicado o trabalho de autores como Mazzucchelli, Thomas Ot, Kamarguka, Julie Doucet, Chester Brown, Kochalka, os Hernandez, Tony Millionaire, Reinhard Kleist, Charles Burns, Anke Feuchtenberger, Tommi Musturi, Joe Sacco, Max, Ben Katchor, Mattotti, Blutch, Pedro Burgos (na nº 70, uma edição dedicada a autores portugueses), Ruppert/Mulo, Muñoz, Conrad Botes, Gary Panter, entre muitos outros. É publicada quatro vezes por ano a partir de Zurique, sobretudo em alemão.

nº 1
nº 72, Panter

nº 106, Botes
O número mais recente, o 128, será agora editado em Setembro e nas suas 96 páginas a cores e preto e banco tem trabalhos de Lika Nüssli, Gabriela Jolowicz, Tomde Pekin, Corentin Grossmann, Marlene Krause, Stefhany Y. Lozano, Milva Stutz, Julia Marti, Gilles Rotzetter, Lukas Verstraete e Martes Bathori. Destaco os trabalhos do Rotzetter e do Bathori.

Martes Bathori
Eis parte do seu editorial: 

Apocalyptic mood in the face of the global shift to the right and the governing populist assholes with their sexist, racist, homophobic and islamophobic rants of hate? No worries, baby! We establish communities and put up resistance! We are empathic, queer, coloured, feminist, ugly, beautiful! We are heterogeneous and full of contradictions.

Based on the above questions the participating artists developed a character that becomes part of the peer group as their alter ego. In ten cartoon contributions, the alter egos encounter each other. In addition, there is debating and demonstrating in two text contributions.

We are delighted to see the peers ­assembled in Strapazin! 

Strapazin nº 128, Bye Bye Fear, Hello Peer - 96 págs., cor e p/b, 30 x 23 cm, €8,00
Martes Bathori
Gilles Rotzetter


Maximum Rocknroll #413 Out. 2017


Disponível na Black Mamba Distro €4.50
"It’s time for Maximum Rocknroll #413, the October 2017 issue! Do you love KLEENEX/LILIPUT as much as we do? Then you will love the scoop that we have on NEON and their involvement in the early Swiss punk scene. We also speak to Rome’s NOFU on the eve of their first US tour, while LOS IMPUESTOS tell us about the struggles of discovering new music and being a punk in their native Guatemala. Interested in the history of squatting? So is Amy Starecheski, the author of Ours to Lose: When Squatters Became Homeowners in New York City, who spills about an incredibly unique moment in US squatting history. In a dual interview, filmmakers Monika Estrella Negra and Michelle Garza Cervera about combating the dominance of straight white male voices in cinema."