Miracleman: A Idade de Ouro

por Gaiman e Buckingham

Vapor, por Max

Colecção Novela Gráfica

Strapazin 128

Bye Bye Fear, Hello Peer

17/09/17

Strapazin nº 128, Bye Bye Fear, Hello Peer | Set. 2017


A Strapazin é uma das mais antigas revistas de bd europeias em publicação. Foi fundada em Munique em 1984 e desde então tem publicado o trabalho de autores como Mazzucchelli, Thomas Ot, Kamarguka, Julie Doucet, Chester Brown, Kochalka, os Hernandez, Tony Millionaire, Reinhard Kleist, Charles Burns, Anke Feuchtenberger, Tommi Musturi, Joe Sacco, Max, Ben Katchor, Mattotti, Blutch, Pedro Burgos (na nº 70, uma edição dedicada a autores portugueses), Ruppert/Mulo, Muñoz, Conrad Botes, Gary Panter, entre muitos outros. É publicada quatro vezes por ano a partir de Zurique, sobretudo em alemão.

nº 1
nº 72, Panter

nº 106, Botes
O número mais recente, o 128, será agora editado em Setembro e nas suas 96 páginas a cores e preto e banco tem trabalhos de Lika Nüssli, Gabriela Jolowicz, Tomde Pekin, Corentin Grossmann, Marlene Krause, Stefhany Y. Lozano, Milva Stutz, Julia Marti, Gilles Rotzetter, Lukas Verstraete e Martes Bathori. Destaco os trabalhos do Rotzetter e do Bathori.

Martes Bathori
Eis parte do seu editorial: 

Apocalyptic mood in the face of the global shift to the right and the governing populist assholes with their sexist, racist, homophobic and islamophobic rants of hate? No worries, baby! We establish communities and put up resistance! We are empathic, queer, coloured, feminist, ugly, beautiful! We are heterogeneous and full of contradictions.

Based on the above questions the participating artists developed a character that becomes part of the peer group as their alter ego. In ten cartoon contributions, the alter egos encounter each other. In addition, there is debating and demonstrating in two text contributions.

We are delighted to see the peers ­assembled in Strapazin! 

Strapazin nº 128, Bye Bye Fear, Hello Peer - 96 págs., cor e p/b, 30 x 23 cm, €8,00
Martes Bathori
Gilles Rotzetter


12/09/17

Vapor | Max | Colecção Novela Gráfica



Vapor, obra do catalão Max, foi publicada na Colecção Novela Gráfica e saiu com o jornal Público no dia 18 de Agosto. Absolutamente essencial, a obra de Max tem sido votada a uma indiferença editorial em Portugal - apesar das várias visitas do autor - exceptuando-se, claro, as honrosas participações na Quadrado.

Eis a nota editorial enviada pela Levoir para esta excelente edição, para a qual tive o gosto de escrever o prefácio, e que ainda deve andar pelas bancas.

Vapor é a obra do artista Francesc Capdevila Gisbert, Max, um dos nomes maiores da BD espanhola e um dos mais originais criadores de comix underground. Em 2007 recebe o Prémio Nacional do Comic, e é ainda autor vencedor de 3 prémios Ficomic para o Melhor Álbum Espanhol.

Vapor é uma busca íntima de um autor inquieto com a realidade profunda da natureza humana, sempre sob o signo do humor surrealista de Max, que editou recentemente um livro para o Museu do Prado sobre Bosch, trabalha semanalmente para El País e ilustrou capas da New Yorker.

Nas palavras do seu autor, Vapor É uma metáfora do que se passa com o mundo. Agora já não lhes chamamos tentações, mas sim distracções, e todos as temos.

Nicodemo, aturdido pela estupidez do mundo e pela banalidade do grande circo em que tudo se converteu, retira-se para o deserto qual moderno anacoreta em busca da tranquilidade necessária para se reencontrar. Mas, nem no mais remoto recanto do deserto se livrará das distracções do mundo contemporâneo.

Seco e intratável, são adjectivos que o próprio Max utilizou para referir-se tanto ao estilo do desenho de Vapor como ao carácter do seu protagonista.

São 120 páginas a preto e branco, com o formato de 170x240 mm e um humor metafísico que reflecte sem dúvida um dos seus melhores trabalhos. Vapor tem prefácio de André Azevedo. Traduzido da língua original é uma edição de coleccionador com capa dura.





If the kids are united... Corta-e-Cola / Punk Comix na Louie Louie | 16 Set.

Corta-e-Cola / Punk Comix é um split-book publicado em junho último pela Chili Com Carne, em parceria com a Thisco, e que agora terá lançamento “oficial” no Porto, que, segundo o texto de divulgação dos editores, é uma “…cidade onde este “movimento” teve resistências a surgir mas que nos dias de hoje poderá vir a ser a Capital do Punk, já que em Lisboa tudo é para turista ver...”.

Antes fosse…, o Porto hoje faz lembrar o titulo de um livro do Manuel Pina: “Ainda não é o fim nem o princípio do mundo calma é apenas um pouco tarde”...

Mas o que interessa mesmo é que no dia 16 de Setembro, na Louie Louie [Rua do Almada, 307] às 16h30, o lançamento oficial do CC/PC é acompanhado da inauguração de uma pequena exposição de artefactos Punk ligados à BD e Ilustração, contando com capas de discos - Cães Vadios, Subcaos, Corrosão Caótica, entre outros, - originais de BD (Raridades) e publicações DIY como o Ezequiel, PxC fanzine, Ritmo, Buraco, Ganmse, Boring EuropaSangue Violeta... Objectos vindos quase todos directamente das colecções privadas dos autores do livro, Afonso Cortez e Marcos Farrajota, que estarão presentes para beber umas bejecas enquanto o GG Ramone toca!






Da exposição destacam-se alguns objectos raros: um original raro de Nunsky da BD Inadaptados, publicada no zine Mesinha de Cabeceira #4 (Jan'94), e a nunca antes vista primeira versão da capa do LP Rock Radioactivo dos Mata-Ratos, desenhada por Nuno Saraiva e imediatamente reprovada pela EMI e pela banda por acharem que algumas personagens - João Peste, Jorge Bruto - poderiam estar demasiado reconhecíveis e criar problemas. O autor de seguida fez a mesma composição mas todos travestidos de ratos, versão essa também recusada por evidenciar um skinhead esmagado por uma bomba…

O cartaz do evento é do André Coelho.

Apareçam, comprem o livro e passem os olhos pelas centenas de cd’s, dvd’s e vinil, nos formatos de 7", 10" ou 12", que a Louie Louie tem em stock.


Maximum Rocknroll #411 Agosto 2017


Disponível na Black Mamba Distro €4.50
"Maximum Rocknroll #411, the August 2017 issue — our first-ever Pinoy Punk Special! This issue is absolutely packed with bands, activists, history, scene reports, and everything in between covering punk in the Philippines and beyond. Check out interviews with the organizers of Aklasan Fest — a Bay Area-based punk festival featuring all Pinoy bands, Manila infoshop Etniko Bandido, DIY organizers in the Flowergrave Collective, Quezon City environmental activist Chuck Baclagon, NYC migrant worker organizer Gary Kadena, and an extensive history of autonomous spaces and infoshops in the Philippines going back to the early ’90s. Zine coverage includes a conversation between femme zinesters elena corinne of Brown Recluse Zine Distro and Honey Andres, an interview with Bamboo Girl zine, and a rundown of some of the Philippines’ most interesting DIY zines and resources."